Não sei vocês, mas eu gosto de filme estranho e
gosto da Nicole Kidman, então A Pele é um dos melhores com essa combinação. Os
elementos dessa obra são bem esquisitões, temos uma dona de casa dos anos 50
vivendo uma vida normal, um vizinho misterioso chega para morar na porta em
frente a seu apartamento, uma família que não reflete o estado de espírito
dela. Some tudo isso a um desejo dessa dona de casa em mudar sua vida. Pronto
temos aí a receita do bolo. Nicole Kidman interpreta uma fotógrafa norte-americana
chamada Diane Arbus, especializada em clicar o bizarro, o estranho, o incomum e
o filme tenta argumentar de onde surgiu essa vontade de olhar para onde ninguém
mais olhava. O vizinho dela é Robert Downey Jr., ou Lionel, um homem
completamente peludo, fruto de sua doença, a tricotomia. Os dois vão se
envolvendo em um romance estranho e intenso, mudando a vida dela e lançando-a
para o seu melhor, olhar para o belo onde todos só veem imperfeições. A
fotografia do filme, os diálogos, as argumentações são capazes de deixar
abestalhado o mais céticos dos críticos. A narração do filme é lenta, então se
você só consegue assistir milhões de efeitos especiais esse filme não é para
você, mas se quiser arriscar e ver se é capaz de acompanhar uma história presa
a detalhes e intimidades. São duas boas horas de lazer em frente a televisão,
ou monitor de computador, gastas vendo uma romantização do início da carreira
dessa estranha fotógrafa.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Sarcasmo, ironia e boas piadas
Quem me conhece sabe o quanto curto tirinhas,
principalmente se forem politicamente incorretas, cheias de ironia e mandado o
mundo para o inferno. Portanto a recomendação de livro de hoje é “Os Malvados”
de Andre Dahmer, é um livro com algumas das tirinhas dele que foram publicadas
em seu site, infelizmente não tem o ditador de Zazanov nosso Rei Emir Saad, mas
conta com as duas figuras que o tornaram conhecido na rede, o malvadão e o
malvadinho.
O sarcasmo dele é foda. Se você tem estômago fraco, baixa tolerância
ao lado devasso e sujo da humanidade, passe longe desse livro, ele não é para
gente fresca. Referências aos sonhos perdidos, às drogas, ao mundo boêmio da
pior forma possível, mas sempre com pegadas geniais que fodem com esse falso
muro de moralidade erguido nos últimos anos, aqui é o lugar certo para
encontrar tudo isso e rir por algumas horas dentro de sua ótica crua da
realidade. O site ainda está no ar e contém as tirinhas dos anos 10, o monstro
de Zazanov, tiradas sobre arte, artistas, política e afins.
Leiam o livro, mas
acima de tudo passem lá pelo blog dele para poderem acompanhar o trabalho desse
maluco. Sobre o traço, bem não espere um Will Eisner nem um Robert Crumb, pois
Dahmer passa bem longe deles, por opção, não por falta de capacidade.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
A Cidade Navio
Ouço muito o povo aqui, quando
chove, reclamando que o trânsito engarrafa, a cidade enche, para onde se vai é
água. Primeiro ponto: é natural ao chover a única vista para todos os lados ser
muita água, mesmo a chuva caindo por trinta minutos, pesada, com aquele formato
retilíneo como rachuras, então não adianta muito reclamar né? A chuva está
caindo e pronto. Se alaga o problema é da chuva? Não, claro que não, ela vem do
céu e quer espaço para se colocar sobre o solo, como todo concreto e piche são
impermeáveis ela fica por cima dele mesmo. Ah, mas existem as canaletas, os
bueiros e os sistemas de escoamento. Oi? Existe? Com a população, de rico a
pobre, jogando tudo no chão, entupindo tudo? Há um sistema superlotado de lixo,
com restos de toda a má educação de nossa população, lembre-se, quando me
refiro a população falo do pobre lascado sem um centavo no bolso até o ricaço
filho da puta com milhares de cédulas virtuais em sua conta bancária, todo
mundo é povo e população, e todos sofrem da má educação, pois quando a cidade
alaga ela não escolhe bairros, desde Espinheiro, Torre, Graças e Aflitos até
Barro, Estância, Areias, Boa Vista, Coque, não há distinção de riqueza pois a
má educação perpassa todos. Então não reclamem do governo quando a cidade
alagar, ou você vê vereadores e prefeitos saindo de seus gabinetes para
despejarem seus lixos nos canais, rios, canaletas, esgotos, bocas de lobo? Não
podemos reclamar de nosso governantes enquanto for generalizada essa prática de
colocar nas ruas a garrafa vazia da água que tomamos, a lata de refrigerante,
cerveja, plástico da coxinha, do mac donalds, do subway, de onde quer que seja.
Seremos obrigados a comprar jet skis, iates, lanchas, carros anfíbios e viver
numa cidade navio enquanto nossa má educação persistir.
terça-feira, 14 de maio de 2013
O Rappa
Das bandas formadoras do meu
gosto pelo rock essa é uma delas. Vem lá desde a década de noventa fazendo um
rock’n’roll meio misturado com reggae, ragga, rap e muitas outras sonoridades
da cultura negra, sempre com um pé na favela e outro no asfalto. As letras da
banda trazem problemas sociais, soluções, momentos de celebrar, novas formas de
falar de amor, tudo com muita poesia, muita originalidade, assim como o som
deles, quem ouve sabe do que estou falando, pois a banda é conhecida de muita
gente, mas muita mesmo. Percebo um certo preconceito com a banda, dizendo que
ela se vendeu, que não é mais a mesma. Você é o mesmo desde que nasceu? Se for
filho sinto lhe informar, mas nem igual a uma pedra você pode ser, pois até
elas mudam com a ação do tempo, do clima e do mundo sobre elas. Mas voltando a
falar da banda, eles ainda estão na ativa, com shows, mas a última gravação de
estúdio com inéditas foi o álbum 7 Vezes de 2008, depois disso saíram algumas
coletâneas ao vivo, mas estão prometendo som novo para esse ano ainda. Vamos ver
né? Mas até lá temos muito material para ouvir e com muito, muito som do
caralho para sacar e aprender formas de se explorar as pancadas mecânicas.
Para onde ir? - Semana de 13/05 a 19/05
Boa tarde galera, voltando com a sessão para onde ir trago para vocês dois picos aqui em Recife, um avisei semana passada que é o evento musical lá no Escritório Bar e Restaurante, no domingão para fechar o fim de semana na moral, com duas bandas do barro, coisa fina, somzão. Para ler clique aqui.
Mas antes, no sábado da graça do senhor, temos uma noite com poesia de alta qualidade, gente do naipe de Malungo, Aldo Lins, Jorge Santos e muitos outros que se garantirem a pegar o mic lá na hora e mandar a poesia, de improviso ou ensaiada. Vai ser na Bódega do Selva, ali na praça Maciel Pinheiro. Evento finíssimo, cheguem por lá, estive na outra edição e posso garantir que vale muito a pena. Sim, quase ia esquecendo, o nome do evento é Sarau da Boa Vista.
No sábado:
No domingo:
Abração!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Gentileza a um preço
Mudamos os valores, isso é fato,
tenha certeza disso caro amigo, mas vamos mudar novamente e mais uma vez e
outra porque os valores mudam o tempo todo, pois se não mudássemos ainda
seríamos os mesmo desde o tempo da pedra. Talvez o grande problema atual seja
voltar nossos valores apenas para aquilo que gera renda, capital, lucro,
benefício. Talvez você não tenha percebido de tão imerso que está nesse grande
mecanismo criado para nos abobalhar, mas não somos cordiais com mais ninguém, a
menos que ele nos prove sua capacidade de nos trazer alguma vantagem. Pode
espernear aí em sua cadeira confortável, mas repare como você trata melhor
aquela pessoa que lhe traz mais benefício, como você trata melhor aquele que
sempre consegue mais um pão em sua sacola ou seu transporte gratuito no ônibus.
Está vendo como relacionamos a capacidade da pessoa em nos trazer algum retorno
por causa de nosso cordialismo? Isso não é um valor capitalista? Um valor neo
liberal? Será que sempre somos assim tão interesseiros? Pense em seu melhor
amigo, por que ele é seu melhor amigo? Porque vocês se dão bem? Porque ele
sempre tem a melhor palavra para lhe confortar? Por que só ele entende o que se
passa com você? É mesmo? Tem certeza? Será que um concordando com o outro e sempre
corroborando as opiniões num é para manter a troca de favores e a
reciprocidade? Veja bem suas relações, elas são sinceras? Existe mesmo amor e
afeto, aquele desejo de ver o bem do outro sem querer algum retorno? Será? É a
questão que as relações capitalistas criam, as relações de custo benefício.
Nesse mundo de novos valores
saber exatamente o que se espera e que tipo de relações temos com outras
pessoas, e elas conosco, é um exercício constante de honestidade e sinceridade
com seus próprios sentimentos e valores morais. Valores. Essa questão é algo
que rende um novo questionamento.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Música, bluesman e rock'n'roll
Se você é do tipo de pessoa que
curte filmes ligados ao mundo da música vai gostar deste aqui: Crossroads, ou A
Encruzilhada em português. Este filme narra a história de um garoto fã de
blues, louco para fazer parte do grande time dos maiores bluesmen da história e
como ele persegue esse objetivo custe o preço que for. Quando peguei o filme,
por recomendação de um amigo meu, pensei que era a biografia de Robert Johnson,
o bluesman morto pelo diabo, reza a lenda que o tinhoso veio ao encontro dele,
na idade dos 27 anos, para levar sua alma, pois o acordo era a fama em troca da
vida. Já ouviu falar do clube dos 27? Pois é Robert faz parte dele. A trilha
sonora e a reprodução das cenas da vida do famoso aí em cima são o grande que do
filme, não tem como gostar de blues e não gostar do que estou recomendando, são
ligados um ao outro de forma irreparável. Outra coisa também são as piadas do Willie
Brown, o cara tem uma atuação fantástica, boa parte da vida do filme vem do humor
sarcástico, cínico e canalha desse velho gaitista negro. Vou deixar vocês com
um trailer e de quebra uma música do Robert Johnson que é a cara do filme.
Trailer:
Agora com vocês Robert Johnson:
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Admirável Mundo Novo
Já disse aqui como gosto de
ficção científica, esse livro é mais um dos bons desse tema, dessa linha de
literatura. Já ouviu falar de eugenia? Bem, se não conhece deixe te explicar, é
uma forma de reprodução assistida onde os genes são selecionados para ficarem
apenas as melhores características, alimentos transgênicos passam por esse
tratamento, os animais que comemos são assim, boa parte deles pelo menos. Some
isso a uma sociedade completamente controlada no estilo V de Vingança, Gattaca,
1984 e afins, mas com um detalhe, a tecnologia seguindo a linha de nossa atual
evolução técnica no extremo de suas capacidades. Pronto, agora você deve estar
começando a visualizar o cenário no qual se passa a história contada no livro
que dá título a esse post. Passa-se num futuro distante ultra tecnológico, não
existe família, os bebês são todos criados em linha de produção através da
eugenia, já determinadas suas funções sociais desde esse período também, pois
cada um vem com o código genético programado para determinadas funções, as
classes sociais são bem definidas, trabalhadores, elite social e
administradores, mais ou menos como no livro A República de Platão, acredito
até ser essa história uma releitura do livro do grego, mas me deixa continuar
senão começo a divagar aí pronto, perco completamente o objetivo. A personagem
principal é um cara com aspecto estranho para a casta a qual pertence, pois
durante o processo de criação misturaram algumas substâncias que lhe deram
características diferentes dos demais, ele começa a fazer a história narrada no
livro acontecer quando viaja para uma parte preservada do mundo que as pessoas
ainda vivem do modo antigo, com religião, sem tecnologia, com sexo, amor e
família, bebida e tudo o mais “primitivo”, lá, nesse lugar de turismo, o nosso
personagem traz um selvagem para viver na sociedade evoluída, avançada, disso
ocorrem os conflitos capazes de colocar em xeque a forma como se vive.
Recomendo a leitura não apenas
por ser boa a história, mas para vermos comportamentos chocantes para a época
do lançamento do livro(1932), mas comumente praticados atualmente, como sexo
sem compromisso, relaxamento nas relações e relaxamento moral em diversas
esferas. Vemos também controle de informação de forma velada, algo também
corriqueiro em nosso tempo, nos iludimos ao pensar que vivemos na era da
informação, temos muita a nossa disposição, mas a boa, a que faz a diferença,
está toda nas mãos de poucos e manipulada de forma abusiva para nos controlar
ideologicamente. A leitura levanta muitos questionamentos, inúmeros, coloca
quem lê para pensar.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Opinião
Vou expressar meu ponto de vista
e você não é obrigado a concordar, nem um pouco, com ele e eu muito menos com o
seu. Esse é o ponto de vista que queria expressar. É o grande problema
percebido pela minha pouca experiência, as pessoas andam por aí pregando suas
verdades e exigindo serem aceitas por todos, mas há um porém, quando são
refutadas, contestadas ou simplesmente o ouvinte diz não concordar começa o
atrito, muitas vezes sérios, violentos e isso é uma falta de respeito total, das
duas partes. Ninguém, exatamente ninguém, é obrigado a concordar com o outro,
mas isso não dá o direito de ser agressivo, menosprezar ou tentar convencer a
outra pessoa do contrário, ela tem a verdade dela, e se não for ofensiva,
fisicamente e socialmente a outra pessoa, então deixa ela no canto dela e vá
viver sua vida. Se um funkeiro está no baile funk dele, dançando, brigando
entre seus pares e depois daquilo vai todo mundo tomar uma junto, deixa eles se
divertirem, se um sujeito vai para o brega dançar até o chão, ficar com três,
quatro, cinco mulheres, deixa eles se divertirem, se você não gosta de brega
não ouça, se não gosta de funk não ouça. Se seu vizinho coloca o som alto,
coloque o seu para que o dele não te incomode mais, nem o seu o dele, vá viver
na paz. Não adianta revidar violência com violência, desrespeito com
desrespeito. Quantas vezes vejo no trânsito um motorista buzinar apenas porque
o outro o ultrapassou, ou parou de repente. Vale a pena se estressar e
perturbar a paz de diversas outras pessoas com o som irritante da buzina? Vai
resolver a situação ser estúpido desse jeito? Não, não vai resolver nada. Então
respeite a ideologia do outro, se te incomoda se afaste e deixe a pessoa na
dela, não crie atrito, o mundo é gigantesco e tem espaço para todo mundo,
procurar conflitos por causa de besteira como música, religião, sexualidade,
forma de se vestir ou se comportar é perca de tempo, o bom mesmo é procurar
viver em paz consigo respeitando as diferenças existentes. Tentar mudar o outro
para o seu modo de ver as coisas é a melhor forma de provar que o ditador
ideológico dentro de você está vivo e com sede.
Inclusive discordar de tudo o que
eu disse aqui é um direito seu, se não gosta da minha opinião saia daqui, não
precisa perder seu tempo me xingando e tentando me levar a ser igual a você. Eu
não vou lhe ouvir.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Festa da Carne
Assim começa mais uma festa, mais uma série de
noites e dias encarrilhados com tudo aquilo que se passa o ano querendo fazer.
Alguns se internam em suas casas com filmes, música e internet garantida,
outros danam-se no mundo para todos os prazeres da carne. Criticar o carnaval?
Falar mal da festa que mais gosto? Impossível nêgo! Mas convenhamos, há
inconvenientes, existem restrições, coisas que não deveriam acontecer. Exemplos
práticos: os ônibus, que transportam todo o povo diariamente, não deveriam ser
depredados pelos mesmos foliões que o utilizarão no dia seguinte. As ruas viram
banheiros a céu aberto, além de motéis. A quantidade de pessoas dirigindo embriagada é
assustadora, pois no carnaval tudo se “pode fazer” sem crime, sem remorso, sem
ressentimentos.
Então correr pelo mundo seguindo o rastro do diabo
fazendo todo tipo de desgraça é o mote de algumas pessoas que supostamente
estão se divertindo. Como só posso falar daquilo que conheço digo o carnaval de
Recife é um dos mais tranquilos, pois o policiamento aqui é muito forte, a
repressão aos crimes durante a folia de Momo é eficiente, nunca fui assaltado
no carnaval e apenas uma vez vi um assalto, que não terminou nada bem para o
marginal.
Para quem não gosta da festa da carne recomendo Hysteria,
uma comédia muito boa sobre a invenção do vibrador, para aqueles que preferem
jogos Soul Calibur é uma grande pedida, mas para os que preferem as ruas venham
para Recife, aqui sim é bom.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Curta do dia - Recife Frio
Boa noite vaidosos, não tenho nem como expressar a ideia única que esse curta metragem tem, assista. Só umas palavras antes do vídeo: imagine Recife em um inverno estilo norte europeu, a nova forma tomada pelas relações interpessoais e os mecanismos sociais totalmente reinventados devido essa brusca mudança climática.
Vejam e me digam o que acharam:
Vejam e me digam o que acharam:
Para onde ir?
Bom dia galera, hoje trago para vocês uma coluna nova com indicação de eventos, programação para o fim, o meio, o começo da semana, vai depender dos eventos que forem me enviando e da vontade da turma de divulgar o trabalho e as movimentações acontecendo na cidade. O primeiro evento apresentado no blog é o Segue o Som, vou deixar o próprio evento se apresentar:
"Com o intuito de colocar o Barro na cena musical pernambucana o projeto Segue o Som procura visibilizar e fomentar a produção das bandas e músicos que a despeito de serem invisibilizados pelos que produzem cultura nos chamados "centros da produção cultural" do Estado, estão na ativa. Produzindo e alimentando toda uma cena cultural que ressoa na e a partir de nossas comunidades.
Legítimos centros difusores da produção cultural deste estado, cada vez mais nossas comunidades, por meio de toda uma movimentação protagonizada por artistas, educadores, estudantes, comerciantes... das próprias comunidades e em articulação com movimentos de outros bairros, vêm rompendo o ciclo migratório, paradigma do modelo Centro/ Periferia, e fazendo das próprias comunidades difusoras e consumidoras produção cultural.
Ainda é preciso ir mais adiante.
Mas de uma coisa estamos certos: não estamos sós.
Adiante amig@s!"
Acompanhem sempre pela nossa agenda do Vaidade: Meu Pecado Favorito na coluna da direita!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Duas das melhores cabeças de um século fantástico
Boa noite vaidosos, minha recomendação
de hoje não é literatura, é um livro de peso para quem gosta de narrações
históricas de personagens famosos da humanidade. O nome do livro é Da Vinci e
Maquiavel: um sonho renascentista. Ele traz um apanhado individual de cada
figura dessas, apresentando como chegaram ao ponto onde estavam através da
história pessoal, mostra a educação, o desenvolvimento artístico e intelectual
além dos círculos sociais que andavam e outros pontos compositores da vida de
um ser humano. Após isso apresenta a cidade de Florença do século XVI com o movimento
do Renascimento de pano de fundo, as questões sociais matrizes dos conflitos
entre Florença e Pisa e como esse conflito colocou duas das mais brilhantes
mentes daquele período em contato para realizarem o audacioso plano de mudar o
curso do rio Arno. A narrativa é leve e sucinta, muito fácil de acompanhar e se
deliciar através das ideias muito bem elaboradas pelos dois homens no intuito
de realizar o serviço para o qual foram contratados. Você encontrará um outro
perfil, um outro olhar, desses homens, conhecerá o Renascimento um pouco mais
além daquele conteúdo apresentado na escola e saberá de onde vêm as grandes
invenções, além de perceber que o desejo de alterar cursos de rios não é algo
tão recente quanto o fiasco da transposição do rio São Francisco.
Só mais uma observação, o
apêndice do livro é um espetáculo a parte, pois traz inúmeros desenhos de Da
Vinci e alguns trabalhos de Maquiavel também, amplia a percepção do leitor para
fatos como invenção, trabalho árduo e planejamento são capazes de tornar alguém
tão notório, como foram ambos.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Preconceito
Não é difícil acompanhar na mídia os debates sobre
discriminação, preconceito, exclusão social e esse monte de mazelas. Estamos
vendo os dois lados trocando farpas o tempo inteiro, com a resistência às
mudanças de um lado e as “minorias” querendo espaço do outro junto com a
aceitação geral das diferenças. Sinto informar para os resistentes, mas nada
mais será como antes. Isso é bom na verdade, pois se tudo fosse como antes
ainda estaríamos vivendo como coletores(período
nômade na história da humanidade) ou pior. Assim é o preconceito, velhos
vão sendo destruídos e outros novos surgindo, ganhando força para depois virar
motivo de guerra social. Vamos lá para os exemplos, odeio abstração pura. Antes
as mulheres não podiam votar, pois havia um preconceito sobre suas capacidades
de decisão política, ou não podiam trabalhar pois não tinham inteligência para
tanto, vemos que muito disso caiu por terra, ainda temos resquícios de
machismo, usando um termo pesado, mas nada tão forte quanto antes, tenha
certeza disso, e olha que estou usando história recente como exemplo, imagina
se puxar do fundo do baú mesmo. Enquanto isso temos o atual forte preconceito
contra os gays que cedo ou tarde vai se tornar algo muito fraco, ou por força
de lei, ou pela criação de uma consciência onde todos são iguais independente
de opção sexual(acredito mais na primeira opção), futuramente teremos
preconceito contra as pessoas que não se atualizam tecnologicamente(chute dos
chutes), ou alguma forma nova de discriminação, talvez igual a do filme Gattaca
ou O Demolidor(com Silvester Stallone, não com Ben Affleck). Quem sabe?
Independente do tempo vivido sempre haverá diferentes formas de discriminação e
exclusão social, sempre existirão dentro dos meios sociais mecanismos de
marginalização, não adianta querer que a sociedade seja justa e igualitária,
podemos chegar bem perto disso, mas a esse ponto não. Posso apontar diversos
motivos para essa minha última afirmação, mas prefiro deixar para outra noite,
por hora falei o que desejava.
*referência ao quadro de Dali. Procure o quadro, não
vou dizer o nome dele.
terça-feira, 30 de abril de 2013
O Vaidoso Entrevista - Conspiração Alienígena
Boa noite vaidosos, hoje trago para vocês a banda Conspiração Alienígena, uma turma muito boa lá de Olinda que estão há 13 anos na resistência, tocando no cenário underground e fazendo rock para onde forem chamados. As músicas deles estão disponíveis para download no soundcloud, recomendo passarem por lá e sacarem, abaixo está a entrevista que fiz com os caras.
1 – Boa noite Conspiração Alienígena, gosto de começar perguntando
sempre o porque do nome da banda, poderia dizer para meus leitores de onde veio
a ideia?
- Então, o nome veio do título de
uma das musicas nossas “Conspiração Alienígena”. Eu (Gilson-Vocal)
particularmente sempre gostei dos temas sobres OVNIS, vida extra terrestre e teorias conspirativas e etc., veio daí.
2 – Acreditar em vida fora do planeta Terra pode parecer difícil para
muita gente, mas essa é a temática que move essa banda, como é aliar essa forma
de ver o mundo com o rock?
- Assim, algumas pessoas querem
mesmo é escutar a musica e curtir independente do que você tá cantando e tal.
Também tem as pessoas que acham engraçado e levam para o lado da brincadeira e
há também pessoas que se interessam que querem entender as letras. Pra nós é
muito natural juntar essas duas coisas porque são duas coisas que gostamos .
3 – Ouvindo o som de vocês percebi uma influência muito forte do punk
de final dos anos 80 e começo de 90, acertei ou existem outras influências? Me
diga mais sobre elas.
- Cara, influência é o que não
falta, principalmente destas duas décadas 80/90. Ainda hoje escuto Legião
Urbana, The Cure, Plebe Rude, Green Day, Pixies, são muitos, tem ainda umas
coisas mais pesadas por parte dos outros integrantes.
4 – Algo bem difícil hoje de encontrar é gente interessada em escrever
letras politizadas, o que vocês pensam a respeito disso, pois as suas letras
trazem isso com muita força.
- A gente procura fazer músicas
que falem um pouco de tudo. E essa coisa da consciência, cidadania também nos
inspira bastante. Acho que é por aí, se houver inspiração e for natural beleza.
Se não for natural é melhor deixar quieto mesmo.
5 – Vi que existem trabalhos registrados em dois cds, como é trabalhar
para colocar “na rua” esses cds? O meio independente precisa de que para poder
alcançar um maior público?
- Rapaz temos nosso amigo Leo
Ramos (baixista da banda) que é nosso especialista em redes sociais, ele quem
coloca todo nosso material e administra na Internet, hoje praticamente temos só
material Digital pra baixar, acredito
que seja um veículo importante na divulgação da Banda. Não
sou a melhor pessoa pra falar sobre o que a cena independente precisa e tal, realmente
não sei, senão os shows da conspiração seriam lotados...rs...
6 – Vocês fazem parte de um movimento muito forte dentro de Olinda, fui
até a um show de vocês no Rock in Fred 2 e vi que além do pessoal que produz o
público também participa bastante, como é permanecer na resistência?
- Então, é muito massa fazer
parte disso, temos 13 anos de banda e tem uma galera nova aí que conhece a
banda e canta as músicas e isso é muito gratificante para nós. Saber que a
nossa musica atravessou uma década naquele local e a galera antiga e nova curte.
7 – Depois destes dois cds gravados, quais são os projetos futuros?
- Então, viemos de uma sequência de shows
desde o inicio do ano, em março foi nossa última tocada. Demos Uma parada. Para
2013 estamos preparando um CD novo que já tem até título “Contato Imediato”,
será em comemoração aos 13 anos de banda, e este CD, diferente dos outros que
são Demo, deve ter mais de 10 faixas com musicas novas (2013) e músicas não
gravadas. Queremos também produzir um vídeo clipe, já temos algumas ideias e
tal. Agora é trabalhar pra fazer um trabalho bem legal, sem pressa e sem
“agonia” para ficar o melhor possível.
8 – É uma pergunta que faço a todos os entrevistados: qual o conselho
para aqueles que desejam montar uma banda e se aventurar no meio?
- Cara, acho que primeiramente tem que gostar
muito de tocar e tal. Tem que ser uma coisa que o cara curta muito fazer, tem
que ser uma diversão, tem que ser “uma brincadeira séria”, porque deve haver
seriedade também para a coisa funcionar e
fazer um trabalho legal.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Quem são os loucos?
Somos pessoas que temos desejo de
fazer o certo e o melhor, poucos são os corajosos a falar abertamente de suas
vontades e seus quereres, geralmente esses são artistas, políticos, pessoas
bem-sucedidas em quaisquer carreiras que tenham escolhido. Não são pessoas sãs,
nem muito fáceis de conviver. Pelo pouco que conheço dos expoentes em suas
áreas todos têm muita dedicação ao seu ofício, ou atividade, são profundos
conhecedores do campo em que atuam e acima de tudo amam de coração estar ali.
Mas a que custo? A custo de relacionamentos pessoais? A custo do amor de um
outro ser? Ou sua capacidade de se focar exclusivamente naquilo que ama a cega
para outros campos do existir? Não sei exatamente como responder, pois percebo
que essas pessoas tem um traço meio doente, algo fora do lugar. Os grandes
líderes não eram bons maridos, nem eram socialmente o perfil esperado de uma
pessoa, eram destoantes. Isso é virtude ou vício? Depende. Depende de que
então? O modelo social vivido hoje é doente, nos prende no trânsito, nos cobra
fidelidade e competência em empresas incapazes de reconhecer nosso talento,
somos forçados a estar sempre atualizados com tecnologia, notícias e tudo o
mais, prega um estilo de vida que nos absorve sem piedade e nos joga dentro de
um turbilhão de emoções e incertezas capazes de tirar a sanidade de qualquer
um. Então como definir se um novo Luther King ou Jimi Hendrix é um modelo ou
atestado de insanidade? Foco é fundamental, porém entregar-se cegamente a algo
é saudável? Qual o preço a pagar por seguir nossos sonhos? Estaremos sós no
topo? Ou acharemos outro deslocado como nós?
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Curta do dia - Slug Invasion
Boa noite vaidosos, trouxe para vocês outro curta metragem que gosto pra cacete, porque traz uma visão bem humorada sobre o espírito militar e como somos territorialistas. O diretor dele usou lesmas como metáfora para o homem e uma velha como símbolo de não importando o tamanho do poder e o tempo que ele vem exercendo sua força, há uma maneira de sacanear com ele e derrubá-lo.
Se divirtam!
Se divirtam!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
1984
Poucos livros são capazes de prenderem minha
atenção me fazendo esquecer todas as outras coisas ao redor, obrigações,
compromissos e tudo o mais. Este é um deles. É, não disse o nome, mas está no
título do post e foi escrito por George Orwell. A história fala de uma
sociedade no futuro, no ano de 1984(era futuro para ele), totalmente regulada
pelo Estado, completamente hierarquizada, burocratizada e fiscalizadora. Todo mundo
é vigiado o tempo todo através de câmeras, microfones, através das outras
pessoas. Instituições como família, amizade, escola, trabalho têm uma conotação
completamente diferente da forma como usamos. A miséria na alimentação, na
bebida, nas roupas, nas casas é algo corriqueiro, tanto que as pessoas nem
sentem estarem vivendo neste estado de coisas. a personagem principal é Winston
Smith, um trabalhador do Partido, só existe um partido diga-se, que começa a
questionar as coisas como elas são e o enredo gira nesse eixo, com a adição de
um romance entre ele e uma outra rebelde e até onde isso tudo pode chegar. Se olharmos
um pouco mais a crítica do livro é voltada para o comunismo, para o socialismo
e essas formas de pensamento pregadoras da igualdade entre as pessoas, mas volta-se
também para o consumismo e sua capacidade de degenerar a sociedade, estragar as
relações. A forma como o escritor apresenta seus argumentos, a facilidade na
narrativa e o alto grau de censura dentro da sociedade criada por ele me fascinaram,
pois ele imaginou todo um contexto, uma série de argumentos válidos, capazes de
fazer da nossa realidade objeto de análise com uma luz mais intensa. Li em três
dias esse livro e leria novamente apreender mais e ter muito mais argumentos
para expor.
Obs.: a expressão Big Brother vem desse livro, o
programa de entretenimento de massas pegou emprestado o nome de uma personagem.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Como estamos preguiçosos
Estava conversando com um amigo
meu que entrou na loucura de ser professor pelo resto da vida e entre os
comentários eis que ele me solta essa pérola: um amigo meu, professor de
português passou na sala dele de terceiro ano um texto com sete páginas e deu
duas semanas para os alunos lerem, um dos meninos levantou e disse com todo o
espanto do mundo, “Professor, o senhor é louco? Como é que passa SETE PÁGINAS
pra gente ler e dá só DUAS SEMANAS? Isso não é possível, sem condições!”.
Talvez você tenha ficado tão surpreso quanto eu, se não ficou é porque achou
muito três linhas para continuar lendo e nem aqui está mais. O grande fato é
como está comum lermos cada vez menos, a forma como a nova geração lê não tem
paciência para ir um pouco mais além no texto, os poucos que têm esse desejo
são aqueles destacados dentro das salas de aula, dentro de suas empresas,
dentro até dos círculos sociais que frequenta. Mas existe um problema
recorrente em pessoas bem informadas, elas não são muito pacientes com os mais
“ignorantes”, menos instruídos e isso é um erro tão grande quanto não ter
informação, ou você acha que poderia se dar ao luxo de passar o dia lendo se
não houvesse alguém “menos instruído” fazendo o trabalho que você não quer
fazer? Reclamo aqui da preguiça, aparentemente, generalizada da nova geração,
mas tomo cuidado ao afirmar isso dos novos seres que herdarão o futuro(se
houver), pelo fato das gerações antigas terem sido prolíficas em gerar pessoas
sem nenhum interesse pela informação e com toda a preguiça do mundo para buscar
mudanças através do conhecimento. Então a pergunta que deixo é a mesma feita a
mim mesmo todos os dias: Essa preguiça de se informar é algo típico da nova
geração ou sempre existiu, respeitando as proporções, esse tipo de gente?
terça-feira, 23 de abril de 2013
O Nu Metal não comercial
Para quem não sabe sou fã do
movimento nu metal, talvez porque ele tenha acontecido mais ou menos na mesma
época de minha adolescência, ou por causa da sonoridade que traz elementos do
hip-hop, do rock e da música eletrônica, estilos muito queridos por mim. Das bandas
de nu metal que mais gosto está Deftones no topo delas por causa de sua
sonoridade única, o vocalista(Chino Moreno) parece uma moça com sua voz sempre
sussurrada e um ou outro eventual rasgado acompanhado por um grupo de músicos
capazes de fazerem dissonâncias soarem como a melhor das melodias, muito
contratempo aliado a pegadas bem pesadas, havia muitos elementos do nu metal
ali, mas ela estava um pouco alheia às demais por trazes essa sonoridade
esquisita. O porém da banda são as letras, a maioria são depressivas, ou alguém
está sempre se fudendo no relacionamento, que não deixa de trazer um pouco de
depressão para o ouvinte, talvez por isso ouça menos hoje do que naquele tempo,
mas ainda acompanho o trabalho deles. O trabalho mais recente é do ano passado
chamado Koy no Yokan que é japonês e andei pesquisando o significado, é algo
como Premonição do Amor, as letras trazem a mesma temática de sempre porém a
sonoridade está mais amadurecida desde o seu primeiro álbum até agora. Vale a
pena conferir essa banda caso você tenha curtido o nu metal da década de 90,
muitas bandas daquele tempo já acabaram, mas essas poucas na ativa ainda valem
a pena a audição.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Esperar é a pior coisa que existe
Afirmação cruel essa de cima, não
chega a ser a pior coisa que existe, mas é uma das que mais enchem a paciência
do homem que não tem mais com o que se preocupar. A pessoa não está com fome,
nem está procurando um lugar para morar, também não precisa se preocupar com
emprego, pois sabe que amanhã, ao acordar, tem um lugar para ir chamado de
trabalho, ou ocupação. Ele está satisfeito dentro das pequenas coisas do
dia-a-dia, não precisa mais de nada, por isso agora ele precisa arranjar com o
que se preocupar, inventar sua mais nova fonte de angústia, então ele decide
que esperar é a pior coisa que existe, não é a fome nem qualquer outra
incerteza dessas dos que ainda estão um pouco mais abaixo na escala social, escala
definida arbitrariamente por uns poucos. Esse homem moderno, assim como tantos
outros homens modernos antes dele, sabe muito bem que esperar não é essa coisa
toda, mas de todas as angústias que ele tem, esperar é a mais nova eleita no
ramo das piores coisas. Poderia eleger procurar ou até qualquer outra bobagem
dessas, mas cada um com suas prioridades. Dentro da pirâmide das necessidades
esperar está abaixo apenas do mais novo gadget, ou do mais novo aparelho
tecnológico a venda nas vitrines dessas mega stores.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Filme da Semana - GATTACA
Sou
fã de ficção científica, gosto dos possíveis futuros criados na literatura, no
cinema e hoje trago para vocês um dos filmes de ficção mais interessante já
criado, o nome dele é Gattaca. A história se passa em um futuro onde você pode
escolher a composição genética de seus filhos através de clínicas responsáveis
por selecionar apenas as suas melhores características, tirando assim doenças
hereditárias, traços físicos indesejáveis e o que mais puder imaginar. Nessa sociedade
existem dois tipos de pessoas, as concebidas com amor(sexo) e as criadas em
laboratório, o primeiro tipo de pessoa é discriminado, sendo considerada
incapaz de atividades do alto escalão, ou mais elaboradas, já o segundo tipo de
pessoa já nasce com sua profissão definida em seus genes. A personagem
principal do filme é interpretada por Ethan Hawke, é um homem gerado através do
sexo e por isso mesmo está nos piores degraus da humanidade, porém o seu sonho
é viajar ao espaço através de uma companhia chamada GATTACA, mas como fazer
isso? Existe uma máfia que aluga genes, portanto toda uma nova vida pode ser
comprada, é a essa máfia que a personagem recorre aliando a seu esforço pessoal
para conseguir crescer e chegar onde almeja.
Recomendo
assistir esse filme por vários motivos, já vi nele questões sociais, vi também
questões bem humanas, ligadas ao indivíduo, mas isso é algo para você ver,
depois comente aqui quais lições, ou ideias, tirou do filme.
Obs:
o significado de GATTACA descobri aqui, segundo esse blog: trata-se da ordenação de uma série de bases
azotadas que compõem o DNA, no caso a Guanina Adenina Timina Timina Adenina
Citosina Adenina.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Quando você cai
Provavelmente já percebeu meu
gosto por livros clássicos ao invés dos best sellers, mas todo clássico foi um
best seller em seu período, ou quase isso. Portanto o livro de hoje é Paraíso
Perdido de John Milton, publicado no século XVII, vem falar justamente da queda
de Adão e Eva, ele narra toda a trajetória, desde a criação do mundo até a
queda de Lúcifer e como ele tentou os dois primeiros filhos de Deus. A história
é conhecida, mais na forma oral que não escrita, portanto a curiosidade de ver
uma versão da história contada por fontes não eclesiásticas é muito grande, foi
o motivo para eu ler essa obra e não me arrependi nem um pouco. Além desse
motivo o outro foi este livro pertencer ao Index Librorum Prohibitorum, ou
Index apenas, era uma lista de livros proibidos pela Igreja durante o período
de seu domínio ideológico mais forte. Porém tenho uma ressalva, o livro é uma epopeia,
sabe como é? Ele é todo narrado em forma de poema, com versos do começo ao fim,
vários cantos e toda aquela linguagem clássica. Se você é da geração internet e
acha longa quaisquer três linhas não recomendo esse calhamaço de quatrocentas
páginas muito bem escritas, narrando toda a tensão de Adão ao precisar decidir
entre o paraíso e Eva, mas é lógico que o paraíso era onde estava Eva. A forma
como Deus o puniu, mas puniu antes seu filho Caim, e como a expulsão do Paraíso
foi doloroso para eles, consequentemente para nós.
Leiam, não se assustem com o
tamanho do livro.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Álcool e outra drogas
Ando no meio de gente ligada à
música e vejo com muita frequência o consumo de entorpecentes, pois no meio
isso é normal. Parei para olhar com mais calma e o uso é derivado de influência
da turma de 70, aparentemente eles faziam melhor música depois que estavam
chapados e isso mexeu com a cabeça de muita gente, levando muitos a usarem
drogas para conseguirem esse estado de libertação, outros viam em seu uso uma
forma de contestação, mas olhando com muita calma nossos melhores talentos
foram levados justamente por causa do consumo de tanta droga. Então qual foi o
benefício? Sabemos o mal causado pelo uso contínuo de tanto tóxico, sabemos as
consequências sociais do uso. Talvez tenha neguinho que funcione a base de
drogas, crie tendo ela como suporte para a criação. Isso não é de certa forma uma
escravidão? Precisar de algo externo a si para criar? Aí podem dizer que tudo
que criamos é influência de coisas externas, músicas que ouvimos, exposições
que visitamos, etc...faça as contas e me diga, quem causa mais dano? Não sou a
favor da criminalização do usuário, nem a favor da liberação de todas as
drogas, algumas devem ser retiradas do mercado mesmo pois o dano emocional e
familiar é muito maior que o físico, mas sou a favor do uso consciente delas, o
homem bêbado não é capaz de produzir, o homem entorpecido por substâncias
quaisquer se torna mais fraco para reagir politicamente, para atuar, para
argumentar, digo isso porque conheço pessoas fantásticas, de inteligência
ímpar, mas quando estão muito travadas não dizem nada que se aproveite. A droga
é mais uma ferramenta de quem tem poder, mantém a gente quieto e domesticado,
pois não somos acomodados, somos domesticados.
terça-feira, 16 de abril de 2013
O Vaidoso entrevista
Boa noite vaidosos, resolvi ao invés de apresentar a banda com algum comentário meu a própria banda falar e como já ia trazer para vocês a Carvana do Delírio perguntei a Matheus, o vocalista e baixista, se ele concederia essa entrevista, abaixo vocês têm a resposta:
Boa noite Caravana, acredito que boa parte de meus leitores não conheça
o trabalho de vocês então gostaria de começar pelo básico: porque o nome
Caravana do Delírio?
Começamos a banda muito novos, em 2007, tínhamos 16 anos e ainda estávamos no ensino médio. Lembro que eu e Danilo, que fundou a banda comigo na época, curtíamos muito os primeiros discos do Barão Vermelho com Cazuza. Essa fase do Barão era das nossas maiores referências nacionais de rock de garagem sujão com letras boas, coisa que admirávamos e queríamos fazer parecido. Também tínhamos aquela ideia infantilóide e romantizada da figura do roquestar, de ficar famoso e viver bêbado fazendo merda, que eles também refletiam um pouco. Lendo o Só as mães são felizes, biografia de Cazuza, vi que ele chamava de Caravana do Delírio a veraneio onde passeava com os amigos quando já estava bem doente, saía inclusive acompanhado das enfermeiras. Me chamou atenção o contraste irônico do nome com a situação que ele estava, achei a Caravana do Delírio sonora e divertida, e ela ficou na minha cabeça. Na semana do nosso primeiro show ainda não tínhamos decido como a banda ia se chamar, daí, durante um recreio na escola, o produtor do show ligou pra nós infernizando porque tinha que imprimir os ingressos e pra isso precisava do nome da nossa banda. Depois de muita deliberação desastrosa, sugeri que deixássemos A Caravana do Delírio para depois pensar com calma em alguma coisa melhor, o que obviamente não aconteceu. Na época a gente era um tanto resistente ao nome, achávamos meio ridículo, confundiam com banda de brega. Hoje em dia eu gosto e acho que reflete bem o nosso espírito, fico feliz de ter pensado nele.
Sobre a música Sistema Nervoso, lembro que participava da comunidade de
vocês no Orkut e comentei que iria para o show para ver principalmente essa
música e um dos fãs comentou que vocês não eram uma banda “one hit wonder”,
havia algum medo de ser conhecido apenas por essa música?
Às vezes eu fico assustado com isso enquanto compositor, porque minha música que ficou mais famosa foi ‘Oops coloquei uma foto sua pelada na Internet’, que gravei com Os Gutembergs, outra banda que tive no Rio de Janeiro. Não que ela não funcione de certa forma como música-piada, mas está dentre as coisas mais idiotas que eu já escrevi, e é também a única música que fiz doidão na minha vida inteira. Ficou relativamente conhecida por ter sido tema do filme Cilada.Com. Mas enquanto banda, acho que isso nunca passou pelas nossas preocupações. Em primeiro lugar porque nenhuma música da Caravana ficou ‘conhecida’, estamos muito longe de atingir o número de pessoas que pretendemos. E o público tem outras canções preferidas no nosso repertório, não só Sistema Nervoso. O Romântico em Mim, Vou Embora para o México e Hino Vegetariano, por exemplo, são outras que o pessoal costuma pedir nos shows e cantar junto.
Quem ouve os dois EPs percebe uma sonoridade bem diferente entre um e
outro, houve um amadurecimento musical na concepção de vocês ou foi uma questão
de sons ouvidos durante a criação de cada um que deu um norte diferente para o
resultado final?
Quando gravamos o Glamourosa
Comédia Pop, em 2009, éramos muito inexperientes. Escolhemos um estúdio ruim,
gastamos uma grana alta e o resultado ficou muito distante do que imaginávamos.
Na época do Delirium Tremens já sacávamos muito mais da coisa, tanto da parte
de arranjo como de gravação. Não gastamos quase nada, gravamos em homestudio e
o som tem muito mais qualidade. Além disso, no segundo também exploramos bem
mais estilos diferentes, que se deve ao fato de termos ampliado nossos
horizontes musicais também.
Quem vem sempre procurando informações sobre vocês percebe que há uma
grande circulação pelo meio independente, vocês poderiam nos apontar quais as
principais dificuldades de circular fora do “grande circuito” da música?
Atualmente temos encontrado dificuldade para gravar nosso primeiro álbum de estúdio, um disco de estréia profissional mesmo. É muito caro, o preço de um carro, e hoje quase não existe mais iniciativa privada para lançar novos artistas independentes. Ou se tira do bolso ou se aprova um edital. Estamos correndo atrás da segunda opção...
Pelo que vi já ganharam diversos prêmios nessa trajetória de 2007 para
cá, mas de tudo o que aconteceu qual pode ser considerado o maior êxito ou
maior realização para a banda?
Creio que ter o MySpace mais
visitado do Brasil na semana de lançamento do Delirium Tremens e tocado junto
com Wander Wildner foram as coisas que mais marcaram.
O nome “Delirium Tremens” que batiza o 2º EP é sintoma de um estágio
avançado do vício em bebidas, é algo ligado a algum dos membros ou tem mais uma
questão de conceito do EP por trás disso?
O Delirium Tremens é um dos delírios mais pesados que alguém pode
ter, precisávamos reverenciá-lo de alguma forma em algum momento.
A minha música preferida do 2º EP é a bem humorada Hino Vegetariano,
criticar com bom humor é a forma que acreditam ser mais fácil para atingir o
público e informar ou apenas humor mesmo sem o intuito crítico?
É tudo muito espontâneo. Na
verdade o processo de composição da banda é bem centralizado, as composições
são todas minhas. O trabalho de arranjo e estruturação das músicas (bota um
refrão a mais, um verso a menos, etc) é que feito em conjunto. Tenho o
cuidado sempre de manter o apelo universal nas letras e escrever de forma clara
para que todos possam se identificar à sua maneira. Mas no final das contas as
canções falam sobre mim, que é a única coisa sobre a qual eu acredito ter
propriedade para falar. Quando escrevi o Hino Vegetariano, por exemplo, eu
estava sem comer carne há um ano, aquilo fazia parte do meu universo, fiquei
brincando com as palavras e saiu. Demorei muito tempo com ela engavetada,
inclusive, porque achava imbecil, tinha vergonha. Hoje, ironicamente, é uma das
músicas que o nosso público mais gosta e é um grande trunfo na hora de tocar
pra platéias desconhecidas, porque pega de primeira. O que quis dizer com isso
tudo, na verdade, é que nunca tive nenhuma pretensão de criticar e muito menos
informar. Até o próprio humor muitas vezes também não sai intencionalmente. Vou
Embora para o México, por exemplo, na minha cabeça era uma música melancólica e
muitas pessoas riem quando escutam.
Para fechar a primeira entrevista aqui do blog, qual o conselho para
aqueles que desejam montar uma banda e se aventurar no meio?
Não façam isso, já existem banda
demais.
Para quem se interessou, ficou curioso, ou gosta de novidade mesmo acessem aqui e me digam o que acharam do som deles.
Abração!
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Boa educação
Aparentemente existe algo chamado
boa educação, um padrão de comportamento capaz de fazer a pessoa entrar e sair
de qualquer lugar sem causar constrangimento e sem se sentir constrangido.
Coisas como cordialidade, bom atendimento, uso adequado das palavras e maneiras
condizentes para cada ambiente frequentado. Bem, talvez exista isso de boa
educação, mas temos que relativizar a definição da boa educação de fato, pois
cada cultura, cada povo, tem um grupo de comportamentos esperados capazes de
definirem se as ações de um indivíduo são aceitáveis ou não. Aqui em minha
cidade mesmo o comportamento esperado de um motorista é a ultrapassagem de
sinais vermelhos, assim como os pedestres passarem fora da faixa, mal educado é
aquele que não joga latas de cerveja ou garrafas de água pela janela do ônibus
e coisas nesse nível. São exceções que estão se tornando detestáveis regras
para um grupo cada vez maior de indivíduos, uma nova coletividade quase. Mas de
fato o que é ser bem educado? É mesmo respeitar os lugares onde o sujeito está
naquele instante? Pois pelo que sei os artistas e pessoas que mudaram diversas
situação são justamente aquelas justamente que não se adequam, não se
enquadram. Quantas coisas boas, e ruins, não aconteceram devido aos
mal-educados? Digo boas e ruins, pois canaletas entupidas são ruins, mas
discordar do Sol girar em torno da Terra é bom. Então, existem maneiras de
tornar a má educação uma boa saída, já chamaram de desobediência civil,
marginalidade e outros adjetivos muito bons, tão bons quanto esses. Resta-nos
pensar qual a base de comparação para chamarmos de boa ou má e em que situações
determinamos se é realmente educação ou não.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Filme da semana - O Homem Duplo
O filme se passa em um futuro
próximo onde toda a informação e os passos dos cidadãos são vigiados, porém
sempre há quem consiga escapar e para isso existe a polícia com agentes
disfarçados trabalhando para ver o que essas pessoas tanto fazem para
precisarem se esconder dos métodos de rastreio. Acompanhamos a história de um
policial tentando desvendar um esquema de tráfico de drogas, um novo tipo de tóxico
consumido na cidade, porém seu método de infiltração aos poucos o leva a
insanidade, a estados de pensamentos distantes da realidade o suficiente para
esquecer seu propósito em certos momentos. O legal do filme, na minha concepção,
são os diálogos dos personagens, tanto dos “caretas” quanto dos “malucões”,
vemos os dois lados da disputa pela prevalência de uma ideologia.
Falando do aspecto visual o filme
também muito me atraiu por usar uma técnica de animação misturando takes reais
com vetorização de tudo, desde as personagens aos cenários, portanto toda a
arte do filme ajuda ainda mais a entrada no mundo psicodélico, da atmosfera
meio junkie e surreal do filme. As possibilidades de imagens são imensas e a
forma como somos imersos no ambiente cyberpunk é fantástica. Não espera um
filme linear, com diálogos rasos e muita ação, ele foge dessa estética, apesar
de ter astros de peso do cinema hollywoodiano.
Abaixo tem um trailer oficial que
catei no youtube só para dar um gostinho.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Sobre a dúvida com Deus
A minha recomendação literária de
hoje é algo relevante para quem costuma colocar o Deus judaico-cristão à prova,
para quem tem certeza sobre quem ele é e seu modus operandi com os humanos esse
livro não serve. É um livro escrito por José Saramago, falecido recentemente, e
que trata de uma personagem repudiada na Bíblia, fala de Caim, nome que
empresta ao livro. Aqui Saramago vai mostrar por onde andou esse filho
desgarrado do Senhor, um fraticida condenado a não mais ter o livre convívio
com os homens, segundo a tradição cristã claro, mas para nosso autor português
ele na verdade foi o grande pecado de Deus, o calo do criador. Para quem
conhece a Bíblia fica mais fácil reconhecer os episódios narrados no livro pela
ótica do autor, é uma livre reinterpretação das escrituras, algo que a
literatura permite e deve ser utilizado com força. Vemos um Caim arrependido
pelo assassinato, mas dividindo uma parte da culpa com Deus, pois o criador
sabia de tudo o que iria ocorrer e mesmo assim permitiu o fluir dos
acontecimentos, um homem fiel ao deus judaico-cristão do princípio ao fim de
seus dias é a marca da personagem principal do livro. Talvez Saramago quisesse
passar para o homem como nosso deus, para quem crê nesse deus específico é
claro, é cheio de falhas, ou as vezes faz escolhas nem sempre tão acertadas,
reflexo do homem também, uma criatura cheia de dúvidas e incertezas procurando
outro, ou algo, em que se apoiar e tornar mais leve a vida, algo praticamente impossível,
pois fazer escolhas e arcar com o peso delas é permanecer tenso. Se olhar pelo
viés religioso muitas das crenças que temos ficam cambaleantes, mas não vale
ler esse livro sem ter um mínimo de conhecimento das Sagradas Escrituras
cristã.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Puro
Nada melhor do que limpar-se,
limpar o espírito fumando um, limpar os testículos dando uma ou tocando uma,
nada melhor do que limpar a cabeça assistindo programação barata ou vendo filme
blockbuster, nada melhor do que tirar o peso da cabeça e sentir-se um pouco
mais leve, menos chato, menos crítico, limpar a uretra, o rabo sujo, a boca
imunda, as mãos obscenas, nada melhor do que limpar, limpar e limpar, para
depois sujar tudo de novo e deixar mais emporcalhado do que da primeira vez,
pois sabemos nosso limite e queremos sempre passar por ele olhando para trás
por sobre os ombros rindo de como achávamos distante nosso limite, até chegar
no novo horizonte, e no novo horizonte, no novo horizonte, no novo sem fim.
Imaginarmos que estamos limpos e podermos começar tudo outra vez. Como é bom
nos iludirmos.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Garotas Suecas
A banda que trago hoje para vocês
é Garotas Suecas, não sei se já conhece, se já ouviu, mas deveria, o som puxa
da Topicália, do rock 60, 70 e letras bem divertidas. É uma turma que começou
recentemente na primeira década século XXI e são reflexo dela. Até agora são
dois EPs e um Álbum, os dois primeiros são o Dinossauro e Difícil de Domar,
comecei por ali, a primeira música ouvida se chama Acho que estou me tornando
um zumbi, muito engraçada a letra falando da história de um cara virando um
zumbi depois de levar uma mordida de uma garota, isso me despertou a atenção,
fui catar na net material deles e descobri o outro EP e as outras músicas. De lá
para cá acompanho o trabalho deles e vale a pena ouvir, as levadas hora bem
rock com pegadas de guitarra bem fortes e autênticas, já outras músicas dá para
reconhecer a Tropicália com muita força, o swing, os ritmos que vêm de fora do
rock e outras coisas. Fizeram algumas turnês fora do país onde o som é
apreciado claro. Ainda não vieram aqui para Recife, mas se vierem estarei lá. Por
serem dessa nova geração trazem algo muito bom, o disco está gratuito para
download no site oficial deles. Então não perca tempo e vá lá, baixe, escute e
se divirta, abaixo deixo dois vídeos das músicas que mais gosto só para atiçar
sua curiosidade de conhecer o trabalho deles.
Garotas Suecas - Bugalu
Garotas Suecas - Corina
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Tempo e Viagem
Uma das coisas mais comuns em
filmes de ficção é viagem no tempo. Assunto que sempre causa discussões
controversas, pois existe o paradoxo do tempo básico: se realizo um ato no
passado o futuro muda, e se muda cria uma realidade paralela ou altera a
realidade que vivo? Exemplo clássico: se eu matasse Hitler haveria o
Holocausto? Temos diversas posições quanto a isso e dentro dos filmes sempre
vemos esse debate. Temos o caso Looper, o filme novo com Bruce Willys como
protagonista, no filme ele é um assassino localizado no presente que mata
mafiosos, criminosos ou outros Loopers enviados do futuro, em determinado
momento ele deve “se matar”, daí o loop, o eu do presente deve detonar o eu do
futuro, o que ocorre é o eu do futuro voltando com o intuito de consertar as
coisas e esse conserto acontece com o eu do presente precisando morrer
terminando com todo o ciclo de mortes que vinham ocorrendo. O filme Looper traz
a visão de uma única linha do tempo ligada diretamente ao passado. Pegando por
um outro viés temos o filme nacional O Homem do Futuro com Wagner Moura, onde
ocorre justamente o contrário, cada retorno ao passado para aparar uma aresta
gera uma nova realidade, acontecendo do filme concordar com a teoria do
multiverso não havendo uma solução para a confusão que o primeiro retorno ao
passado criou. Assim nunca teremos uma resposta com exatidão do que poderia
ocorrer se viagens no tempo de fato existissem, apenas podemos escolher aquela
que mais gostamos e torcer para que seja a correta.
sexta-feira, 29 de março de 2013
MAN - Steve Cutts
Gostei pra caralho desse vídeo, porque ele pega pesado com a relação entre nós e o pobre do Planeta Terra. assista e me diga o que pensa.
Sobre o cara que elaborou é um artista britânico que faz animações pessoais e trabalha para empresas. Ilustrador também, pensei que o perfil dele era voltado só para essa área de crítica, mas vasculhando lá pelo site oficial dele percebi a vontade de fazer animação e ilustração, sem esse foco exclusivo de crítica.
A música de fundo se chama Hall of the mountain king, é uma composição clássica, mas ficou fuderosa na versão do Apocalyptica, uma banda da Noruega, mas isso é outra coisa. Fiquem com o curta:
MAN - Steve Cutts
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